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CARTAS ROGATORIAS UK (FILE 4) 21 to 22—Witness statement of Justine McGuiness 2008.05.12
Depoimento de: Justine McGUINNESS Idade se menor de 18 anos: Ocupação: Consultora de Negócios Públicos
Este depoimento (constituido por 2 paginas e assinado por mim) é verdadeiro e de acordo com o meu entendimento. Deponho com consciência de que, uma vez prova em contrário, estarei sujeita a ser processada caso tenha voluntariamente testemunhado algo com conhecimento de ser falso ou não corresponder à verdade.
Data: 12 de Maio de 2008
Assinatura __________________________________________
Sou a pessoa acima referênciada e vivo na morada previamente fornecida à policia de Leicestershire. Foi questionada sobre a minha associação a Gerry e Kate McCann e a minha visita a Portugal no Verão de 2007, após o desaparecimento o desaparecimento da filha deles, Madeleine McCann. Sou proprietária de uma empresa de Consultadoria de Negócios Públicos. Durante os finais do mês de Maio, inicio do mês de Junho fui contactada por um recruta de consultores que me perguntou se estaria interessada em trabalhar na campnaha para encontrar a Madeleine McCann. Isto aconteceu na sequência dos conselhos dados a Kate e Gerry por Alex Woolfall. Alex Woolfall é o consultor de relações públicas do Mark Warner. Concordei em colocar o meu Curriculum para apreciação de Kare e Gerry McCann. Pouco tempo depois recebi um telefonema do Gerry que colocou um número de questões ao telefone. Foi quase uma mini entrevista que incluia questões sobre mim e passou para o tipo de apoio que eles precisavam.. Mais tarde compareci a uma outra entrevista em Londres. Fui entrevistada por Gerry McCann, John McCann e John Corner. Nesse mesmo dia concordei em desempenhar a minha função que seria a de gerir a campanha para encontrar a Madeleine. Inicialmente compareci numa entrevista com Gerry McCann para o Newsnight (programa de noticias da BBC), no memso dia em que iniciei funções. O Gerry regressou a Portugal uns dias depois, eu permaneci no Reino Unido e compareci a reuniões em nome da Campanha. Viajei para Portugal no quinquagésimo dia do aniversário do desaparecimento de Madeleine, uma Sexta feira, dia 22 de Junho de 2007. Fiquei hospedada num apartamento do complexo do Mark Warner, muito perto de onde Kate e Gerry estavam alojados. Este era o mesmo apartamento que eles utilizavam como escritório. Durante a minha estadia encontrava-me com Gerry e Kate regularmente. Também regularmente colaborava com a imprensa mundial. Parte das minhas funções era gerir a comunicação social em nome de Kate, Gerry e Madeleine. O meu envolvimento na Campanha “Encontre Madeleine” terminou a 15 de Setembro de 2007. Durante o meu tempo como gerente da campnah efectuei diversas viagens a Portugal. Não conhecia a Kate e o Gerry McCann antes de Maio de 2007. A minha relação com eles era puramente profissional, a qual durou 89 dias. Não me recordo das datas das viagens mas como anteriormente citado, foram várias viagens. Fiquei hospedada no apartamento acima mencionado, bem como num outro no mesmo bloco. Tambem fiquei alojada em hoteis da zona por pequenos períodos de tempo. Nunca notei nada de estranho em nenhum dos alojamentos. Dispendi muito tempo com a Kate e o Gerry mas sou incapaz de quantificar exactamente. Encontrei-me com eles tanto no apartamento como na villa privada onde estavam alojados. Kate e o Gerry estavam numa situação muito frustrante, por vezes podia ver-se que estavam debaixo de uma grande pressão. Eles conseguiram manusear a pressão e acredito que se portaram como verdadeiros profissionais o teriam feito em situação idêntica. Recordo-me que certos dias a Kate estava muito chorosa e triste. Tambem me recordo da frustração do Gerry ao ver a apresentação de algumas fotos da Madeleine uma noite. Viajei como passageira no Renault scenic muitas vezes, o qual era conduzido por ambos, Kate e Gerry e seus familiares, Sandy Cameron e Michael Wright. Não posso precisar o número de vezes que viajei na viatura. A primeira vez que entrei no seu interior foi quando cheguei a Faro no dia do quinquagésimo aniversário. Nessa altura o carro cheirava exactamente ao que era de esperar após ter sido limpo por uma empresa de rent a car. Nunca notei cheiros desagradáveis. Não posso lamentavelmente responder à ultima questão, porque obviamente não estava presente desde o primeiro dia em que alugaram a viatura, nem durante o período em que durou a contratação. Pelo conhecimento que possuo da rotina e pela quantidade de comunicação social que os rodeavam, acho pouco provável que pudessem ter escondido ou transportado a Madeleine no veículo. Este testemunho foi feito por mim e é verdadeiro de acordo com o meu entendimento.
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