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CARTAS ROGATORIAS UK (FILE 4) 18 to 20—Witness statement of Peter Neal Patterson (family friend) 2008.05.08
Depoimento de: Pe.PA. Idade se menor de 18 anos: Ocupação: Solicitador
Este depoimento (constituido por 3 paginas e assinado por mim) é verdadeiro e de acordo com o meu entendimento. Deponho com consciência de que, uma vez prova em contrário, estarei sujeito a ser processado caso tenha voluntariamente testemunhado algo com conhecimento de ser falso ou não corresponder à verdade.
Data: 08 de Maio de 2008
Assinatura ____________________________________
Eu sou a pessoa acima referênciada e moro no endereço previamente fornecido à policia. Fui questionado pelo DC Ferguson e pelo DC Messiah da policia de Leicestershire, a pedido da policia Portuguesa que tem a seu cargo a investigação do desaparecimento da Madeleine.
Relativamente a essas questões, posso facultar a seguinte informação:
Conheço a Kate e o Gerry desde 2002. A minha esposa (Bridget) e a Kate estagiaram juntas medicina de clinica geral, e tornaram-se boas amigas. Transpareceu que a Kate frequentou a mesma universidade que nós em Dundee, embora já lá não estivesse quando nós entramos. A minha esposa enfrentou alguns problemas clinicos (um aborto e uma gravidez ectópica), e através disto soubemos que a Kate o Gerry também estavam a ter alguns problemas em conceber uma criança, o que fez com que a Kate e a Bridget se aproximassem ainda mais.
Isto em meados de 2002. Creio que tentavam uma gravidez há cerca de 5 anos. Subitamente a Kate engravidou de Madeleine e eu e a minha esposa tivemos o nosso primeiro filho um ano após o nascimento de Madeleine. Mais tarde a Kate deu à luz os gémeos Sean e Amelie e o nosso filho mais novo nasceu faz hoje nove semanas.
A minha esposa mantém contacto regular com a Kate e em consequência disso visitei-os uma vez em Queniborough, mas ainda não estive em casa deles em Rothley. A última vez que vi a Madeleine foi na festa de aniversário do meu filho, no dia 01 de Setembro de 2006. A amizade é entre a Kate e a Bridget e centrasse à volta delas e das crianças. Já encontrei o Gerry e conheço-o o suficiente para mantermos uma conversa casual.
Madeleine desapareceu na Quinta feira à noite, 03 de Maio de 2007. Normalmente tenho por hábito assistir ao notíciário todas as manhãs, mas na Sexta feira, dia 04 de Maio de 2007 tive uma reunião mais cedo que o habitual e por essa razão não vi as notícias como sempre faço. Depois da reunião recebi uma mensagem escrita da minha esposa a contar-me do desaparecimento de Madeleine. O resto da semana foi passada a assistir às notícias, tentando evitar que o meu filho reconhecesse a Madeleine uma vez que perguntava o que se tinha passado.
A minha esposa e eu decidimos que eu deveria viajar para Portugal e apanhei o voo para Faro na Terça feira, dia 08 de Maio de 2007. Isto porque pensamos que poderiamos oferecer ajuda e suporte e fazer algo mais do que simplesmente ficar em casa a assistir de longe. A minha esposa enviou uma mensagem de texto à Kate a avisar da minha viagem. Cheguei à Praia da Luz por volta das onze horas ou meio dia nessa manhã.
Apanhei boleia do aeroporto para a Praia da Luz com um conhecido. Havia duas recepções no resort. Perguntei ao pessoal de serviço onde funcionava o serviço de voluntariado para as buscas e aconcelharam-me a dirigir-me à recepção principal do hotel, onde as pessoas se reuniam todos os dias pela manhã. O grupo do dia já havia partido, por isso apanhei um taxi de volta a Lagos e tentei arranjar um sitio para ficar.
Eu estava em situação de vantagem em relação a outros Britânicos porque tinha um ligeiro conhecimento das diferenças entre a lei em Portugal, enquanto que a maioria das pessoas não percebiam a diferença entre o sistema adversial de justiça no Reino Unido e o sistema inquisitorial da maioria dos países Europeus.
Encontrei-me com a Kate e o Gerry na Sexta feira, após ter mantido contacto com eles via mensagem escritas durante a semana, para que tivessem conhecimento que andava a participar nas buscas. Sentia-me desalentado porque não havia nenhuma coordenação nas buscas nem liderança. Muita gente a procurar sem equipamentos adequados aos locais, como por exemplo pessoas a cortar os pés no terreno agreste ou nos arbustos porque usavam chinelos enquanto caminhavam sobre terreno desgastado. Nuca avistei nenhum agente da policia envolvido nas operações juntamente com os civis.
Na Sexta feira dia 11 de Maio de 2007 ouvi rumores que os Portugueses iam cessar as buscas.
Depois de ter transmitido essa informação a Kate marcamos um encontro, que acabou por ser no Tapas Bar no resort entre as nove e meia e um quarto para as dez da manhã. Só estivemos juntos cerca de meia hora a quarenta minutos visto que a Kate tinha que comparecer a um interrogatório policial.
Durante este encontro, ofereceri a Kate uma biblia. Isto aconteceu na sequência da emoção que a Kate obviamente sentiu, depois de nos termos sentado e conversado. Nós não nos conheciamos bem, uma vez que ela é predominadamente amiga da minha esposa. Eu sou líder da equipa da Corporação do Exércido de Salvação em South Wigston, Leicestershire.
Sinto um particular interesse pela Biblia e na forma como foi escrita. Frequentei o curso “Alpha Course” (uma intodução ao cristianismo) e recomendei à Kate algumas passagens da bíblia que ela poderia ler para seu próprio conforto. Havia uma dedicatória minha para a minha esposa na primeira página, uma vez que havia sido anteriormente um presente meu para ela.
Tenho por hábito sublinhar passagens da bíblia, e embora esta fosse a bíblia da minha esposa, tinha bastante sublinhado passagens relevantes para ambos. Isto teria sido antes do desaparecimento de Madeleine.
Encoragei a Kate a ler Salmos dez e vinte do Velho Testamento porque deduzi que fosse relevante para ela. Eles são ambos crentes. Salmos revela a confiança em Deus, na sua justiça e na questão que se pode levantar “porque acontecem as coisas más”. Salmos vinte é uma pequena oração pedindo ao Senhor que nos guie e ilumine em tempos de angustia.
A passagem que está marcada na bíblia da minha mulher, creio ser Samuel 2:12. Esta passagem é muito significativa para mim e para a minha esposa mas provavelmente não terá nenhum significado para Kate. Interpreto essa passagem como dizendo que embora não possa estar com as duas crianças que perdemos agora, iremos ao encontro deles um dia.
Depois do encontro com a Kate, regressei a Lagos e depois apanhei um taxi para Portimão, onde anteriormente em Maio de 2003 tinha visto uma livraria com livros cristãos. Fui com o propósito de adquirir uma nova bíblia para me acompanhar até ao final da semana. Infelizmente não encontrei a livraria.
A Kate pediu-me que rezasse na Marina, o qual o fiz um número de vezes durante essa semana. Regressei a casa no Domingo, dia 13 de Maio de 2007, com partida de Faro às 09h30.
Este testemunho foi feito por mim e é verdadeiro de acordo com o meu entendimento.
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